MOSTRA OPOVOEMPÉ – 10 anos – no Sesc Belenzinho

agosto 7, 2016 em Destaque, Notícias

E agora? O que é participar?

Nossa trajetória sob a ótica da relação com o público.

Muito bem vindos!

Estréia nesta quinta feira dia 22/09/2016

Segue a programação que semanalmente será diferente, entretanto a Exposição será permanente!

Flyer OPOVOEMPE - Sesc Belenzinho

Em Cartaz! A Máquina do Tempo (ou longo agora)

julho 18, 2012 em A Máquina do Tempo, Destaque, Notícias

O FAROL Primeiras impressões do público

junho 24, 2012 em A Máquina do Tempo, Destaque, Notícias

"Esqueça o espetáculo, o teatro, personagem, ator ou qualquer definição.Pense em poesia. Assim é o Farol do OPOVOEMPÉ, uma experiência estética/ética impressionante que se completa com o outro.

“Agora você respira” ouvi quase ao final, pelos fones de ouvido, enquanto via uma bandeira do Brasil que gritava “ordem e progresso”, tremulando lenta em meio a uma cidade caótica e paradoxal. E foi só nesse momento que o ar preso em meus pulmões se lembrou de sair. Rápido assim, lento assim, passou-se o tempo vivido por mim nesta contemplação da velocidade. Mas também me vi em meio à um filme de Bergman, numa imensa e branca sala cheia de janelas abertas ao vazio da cidade. Ou em Tarkovsky , caminhando entre ruínas, ouvindo o gotejar da água. Vi também uma metrópole impossível, de concreto e vidro, que se revelou com o abrir da saída de emergência. E segui o fluxo do trem, dos carros na marginal, do pensamento, do rio Pinheiros, lento e denso.

E assim me vi de volta à vida ordinária: à minha frente uma rede de trilhos, ruas, prédios, pontes, fios. Uma velocidade, uma cidade, uma trama possível, entre tantas…

Imperdível!!

A MAQUINA DO TEMPO (ou longo agora) – OPOVOEMPE"

Depoimento de Beto Matos em 23/06/2012 sobre o trabalho O FAROL.

 

" (…)Presença, presença, presença. Acho que o meu lugar é mesmo aqui. Tenho muito o que fazer por aqui. Sim, esta experiência é feita para cá, para esta cidade, para este lugar, para este tempo, para este agora. “Agora é o instante inchado até o limite” – me vem na cabeça a Clarice Lispector. E ainda outra, dela falando sobre o Nelson Rodrigues “Você é um menino que vê o mundo pelo buraco da fechadura e sempre se espanta”. Alguns nos olham. As estações passam. O tempo da cidade, o tempo do capitalismo, o tempo da digestão. O fruto. As raízes. “(…) Numa civilização onde cada vez são mais estreitos os espaços destinados à imaginação, onde o racionalismo elegeu o “realismo” como norma de ação, e onde até mesmo o prazer deve ser comprado, a arte pode constituir-se num elemento libertador. Justamente por negar a supremacia do conhecimento exato, quantificável, em favor da lógica do coração. (…)” João-Francisco Duarte Jr. (In: Fundamentos Estéticos da Educação. 2005, p.105).

Faz sentido? Sim, faz sentido. Tem que fazer sentido? Não, não tem que fazer sentido. Mas o sentido foi criado. O sentido criou significado.(…)"

Parte do depoimento de Mariana Serri em 23/06/2012 sobre o trabalho O FAROL.